Prof.Dr. Marco Antonio Stephano
Professor do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP).Mestre em Farmacologia pela Universidade Estadual de Campinas e Doutor em Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica pela Universidade de São Paulo – USP.
Professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP), pesquisador e especialista em imunobiológicos, com ampla trajetória dedicada ao desenvolvimento de soros, vacinas e biofármacos. Foi pesquisador do Instituto Butantan por duas décadas, onde atuou no desenvolvimento tecnológico e na garantia da qualidade de produtos biológicos. Chefe do Laboratório de Imunobiológicos e Biofármacos da USP, integra importantes instituições científicas nacionais e internacionais, como a Academia Nacional de Farmácia e o CONCEA.
Reconhecido por suas contribuições à inovação em saúde, desenvolve pesquisas voltadas à biotecnologia, imunização e promoção do envelhecimento saudável por meio da prevenção baseada em evidências científicas.

Sobre Prof. Dr. Marco Antonio Stephano
Marco Antonio Stephano é graduado em Medicina Veterinária pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (1985), mestre em Farmacologia pela Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP (2000) e doutor em Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica pela Universidade de São Paulo – USP (2005).
Atuou como Pesquisador Científico V do Instituto Butantan entre 1987 e 2007, período em que desenvolveu importantes trabalhos tecnológicos voltados ao desenvolvimento de soros e vacinas. Entre 2003 e 2007, exerceu o cargo de Diretor de Garantia da Qualidade da instituição.
Desde abril de 2007, é Professor do Departamento de Tecnologia Bioquímico-Farmacêutica da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo (USP). Sua trajetória acadêmica e científica é marcada por pesquisas na área de imunobiológicos e biotecnologia, com destaque para as seguintes linhas de investigação: desenvolvimento de processos para produção de soros e vacinas; validação de processos biotecnológicos e controle de qualidade de produtos biológicos; estudos sobre adjuvantes e sistemas de entrega para vacinas e antígenos destinados à produção de soros; cultura celular aplicada à produção de vacinas virais e ensaios de citotoxicidade e síntese de proteínas recombinantes em sistemas livres de células.
Na Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, é chefe do Laboratório de Imunobiológicos e Biofármacos, além de atuar como professor nos programas de graduação e pós-graduação.
Em 2008, tornou-se assessor ad hoc da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). No ano seguinte, passou a integrar a Comissão Técnica Temática de Produtos Biológicos da Farmacopeia Brasileira, vinculada à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Entre 2012 e 2013, foi membro do Committee Board on Global Health do Institute of Medicine da National Academy of Sciences, em Washington, Estados Unidos, contribuindo para discussões internacionais na área da saúde global.
Desde fevereiro de 2013, ocupa a Cadeira nº 17 da Academia Nacional de Farmácia. Em julho de 2014, tornou-se membro titular do Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA), vinculado ao CNPq.
Em 2016, recebeu a Bolsa de Produtividade em Desenvolvimento Tecnológico e Extensão Inovadora (DT) do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), reconhecimento concedido a pesquisadores com destacada contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico do país.
Tema do Capítulo
VACINAS PARA IDOSOS: IMPACTO NA LONGEVIDADE E QUALIDADE DE VIDA
Coescreve com Dr. Lauro Domingos Moretto e Dr. Nelson de Franco Jr.
Neste capítulo, Marco Antonio Stephano, ao lado de seus coautores Dr. Lauro Domingos Moretto e Dr. Nelson de Franco Jr., apresenta uma reflexão fundamentada na ciência sobre o papel da vacinação como um dos pilares do envelhecimento saudável. Em um cenário marcado pelo aumento da expectativa de vida e pelos desafios impostos pela imunossenescência, o declínio natural do sistema imunológico associado ao envelhecimento, os autores demonstram como a prevenção por meio das vacinas vai muito além da proteção contra doenças infecciosas.
Com base em evidências científicas atualizadas, o texto revela que a imunização contribui para a preservação da autonomia, da capacidade funcional e da qualidade de vida dos idosos, reduzindo hospitalizações, complicações graves e perdas relacionadas à fragilidade. Mais do que acrescentar anos à vida, vacinar é uma estratégia para garantir independência, dignidade e bem-estar ao longo do envelhecimento.
Ao integrar saúde pública, inovação científica e cuidado preventivo, este capítulo convida o leitor a compreender que a longevidade feliz também é construída por escolhas conscientes que protegem a vida e possibilitam viver mais e melhor.
